r/Valiria 5h ago

Discussão - Séries e Livros Na sua opinião, qual a maior incoerência de toda saga de ASOIAF?

Post image
47 Upvotes

Para mim, a maior incoerência de toda a saga é o tamanho maluco de Westeros.

O formato é uma junção da ilha da Grã-Bretanha e da ilha da Irlanda, mas os tamanhos não são os mesmos das ilhas originais.

O Martin já descreveu que o tamanho de Westeros seria equivalente ao da América do Sul que possui 12 países, um deles sendo de proporção continental que é o caso do Brasil.

Como em um continente desse tamanho os exércitos se locomovem tão facilmente e em muitos momentos, pelo menos eu, sinto que existe pouca gente na ilha?

Em alguns momentos, exércitos dos Tyrell e dos Stark são descrito com 20/30/40 mil soldados, sendo que mal vemos pessoas "comuns" se locomoverem nas estradas, quem dirá soldados preparados para uma batalha.

Outra coisa sem sentido é o fato de em um continente desse tamanho TODOS usarem a língua ândala. É dito que existem três etnias componentes dos 3 reinos: os Primeiros Homens, os Ândalos e os Roinares. Como que os Primeiros Homens e os Roinares aceitaram falar a Língua Ândala?

Existe a explicação de que as línguas faladas pelos Primeiros Homens e pelos Roinares foram extintas ou abandonadas, explicando a substituição pela "Língua Comum" dos Ândalos, o que, sinceramente, ainda não esclarece o fato de um continente com proporções enormes ter somente uma língua em uso.

Não é possível que em nenhum pedacinho do Norte ou de Dorne se fale a Língua Antiga e a Língua Roinare. Até o Povo Livre fala a Língua Ândala.

Para efeito de comparação, Essos (eu sei que é bem maior que Westeros) possui várias línguas diferentes: o Alto Valiriano, o Baixo Valiriano, o Dothraki, isso fora as que não são conhecidas pelos Meistres de Westeros.

No mínimo, eram para serem faladas, informalmente ou casualmente, 3 línguas distintas no continente: a Língua Antiga (Norte), a Língua Ândala (Terras Fluviais, Campina, Terras da Tempestade, Vale de Arryn, Terras Ocidentais) e a Língua Roinare (Dorne).

OBS: Isso se desconsiderarmos que poderia ser estabelecido após A Conquista o Alto Valiriano na região que, posteriormente, se tornou Porto Real.


r/Valiria 31m ago

Discussão - Séries e Livros Tamanho e latitude de Westeros na minha opinião

Post image
Upvotes

Sei que o George falou que era aproximadamente do tamanho da América do Sul, e que a minha imagem não bate com o comprimento que ele deu pra muralha, mas ele próprio já admitiu mil vezes que é ruim com números e mandou não levar como 100% canôn essas declarações. Pra mim faz sentido Dorne ser mais ou menos na latidude da Andaluzia (Sul da Espanha) por essa ser a maior inspiração para a cultura e clima deles, Porto Real estar ser mais ou menos na Croácia, onde são gravadas as cenas da cidade nas séries, o Norte ser paralelo à Escócia e Norte da Inglaterra, e a muralha se equiparar à Noruega


r/Valiria 7h ago

Discussão - Somente livros Você acha que os Imaculados algum dia causaram a algum de seus compradores um problema do tipo janízaro/mameluco?

Post image
25 Upvotes

Quando se pensa em soldados-escravos na história, os mamelucos e os janízaros são os primeiros que me vêm à mente. Os dois acabaram se tornando poderosos o suficiente para causar sérios problemas aos seus governantes quando eles passaram a depender militarmente deles: faziam exigências, rebelavam-se, interferiam na política e, no caso dos mamelucos, chegaram até mesmo a tomar o poder para si.

Vocês acham que os Imaculados alguma vez causaram esse tipo de problema a um de seus donos?


r/Valiria 3h ago

Conteúdo - Humor Erro crasso gravíssimo. Acredito que seja a maior reclamação do fandom dos livros em relação a série

Post image
10 Upvotes

/s


r/Valiria 7h ago

Avisos do Sub Quadro de regras do Valíria

3 Upvotes

REGRAS

  1. Cuidado com off-topic.
  2. Obedeça a Política de Spoiler.
  3. Tenha tato ao falar de violência sexual.
  4. Coloque o flair adequado em seu post.
  5. Seja civilizado.
  6. Não repita tópicos de vazamentos.
  7. Não assuma a autoria da arte de outras pessoas.

r/Valiria 1d ago

Discussão - Séries e Livros Qual é a sua opinião impopular sobre ASoIaF?

Post image
79 Upvotes

Eu, particularmente, não consigo levar a sério a resistência de Dorne durante a Conquista. Ao meu julgo, não passa de armadura de roteiro, simplesmente não me desce. Junto com a resistência se Dorne, também poderia incluir o tratado de paz entre o Aegon e Dorne após o envio da carta.


r/Valiria 19h ago

Segunda de SSM "Grande parte da chave para o futuro reside no passado" (dez/2000)

4 Upvotes

Essa é uma entrevista que Martin deu durante a turnê de lançamento de A Tormenta de Espadas. Na seção de SSMs (So Spake Martin) do portal Westeros, não há uma data precisa de quando ela aconteceu.

-----------

[...]

Linda Richards: *A Tormenta de Espadas* teve um desempenho excelente. Parece ter ido melhor do que algumas de suas obras anteriores.

George R.R. Martin: Bem, a série certamente teve, sim. O desempenho é melhor do que qualquer coisa que já fiz antes, o que é realmente gratificante.

Uma das coisas que acho animadoras no sucesso de *A Tormenta de Espadas* é que se trata de um livro enorme e as pessoas estão lendo. Isso é maravilhoso. Quantas palavras são? 120 mil? Mais?

Bem, são 1.500 páginas de manuscrito. Acho que eu teria ficado assustado demais se tentasse calcular o número de palavras. Era incrivelmente longo. [Risos]

Foi um processo longo?

Sim, foi. Atrasou vários meses para ser entregue e houve muita pressão no final para terminá-lo. Mas, finalmente, cheguei a um ponto em que fiquei satisfeito com o resultado. Só que, claro, depois já é hora de passar para o próximo, então... os leitores leem os livros muito mais rápido do que eu consigo escrevê-los. O que é desanimador. Trabalho dois anos em um livro, ele é lançado e, dois dias depois, recebo o primeiro e-mail: "Quando sai o próximo?" [Risos]

E você está em turnê de divulgação do livro agora?

Sim.

Então não sobra muito tempo para escrever durante a turnê?

Absolutamente nenhum. Preciso do meu próprio espaço. Preciso do meu escritório e do meu ambiente habitual. Já tentei. De vez em quando levo um notebook ou, antigamente, um bloco de notas ou algo do tipo. Mas não consigo escrever de verdade, a não ser no meu próprio ambiente, com meu escritório ao redor, onde posso realmente me perder no mundo que estou criando, em vez de ficar preso ao mundo ao meu redor.

Onde fica o seu escritório?

Em Santa Fe, no Novo México. Moro lá há 20 anos. Originalmente, sou de Nova Jersey.

De longe, Santa Fe parece um lugar tranquilo para criar livros. É mesmo?

É um lugar lindo e oferece muitas das comodidades de uma cidade grande, mas tem apenas 70 mil habitantes; por isso, é um lugar maravilhoso para se viver. E o clima é ótimo. Temos as quatro estações — o que eu gosto —, mas sem extremos, o que também me agrada. E sou viciado na comida de lá; a comida mexicana é a melhor do mundo. O green chilli conquista a gente.

Este é o primeiro livro seu que tenho a oportunidade de ler. Ele parece estar muito ligado à história, mas você o classificaria como um romance de fantasia?

É definitivamente um romance de fantasia. Tem dragões e coisas do tipo. De fato, tem uma atmosfera de ficção histórica. Eu adoro história. Queria transmitir uma forte sensação histórica em *A Tormenta de Espadas* e nos outros livros, além de captar um pouco daquela atmosfera da ficção histórica. É maravilhoso ler ficção histórica, mas o único problema que tenho com o gênero é que conheço história demais. Então, sempre sei o que vai acontecer. Você lê um romance sobre a Guerra das Rosas e, não importa se é bom ou ruim, já sabe quem vai vencer. Com meu tipo de obra, você consegue surpreender as pessoas. A leitura lembra a ficção histórica, a sensação é de ficção histórica, mas você não sabe qual será o desfecho.

A maior parte da fantasia épica — ou *alta fantasia* — tem um cenário pseudo-medieval. Isso vem desde Tolkien e *O Senhor dos Anéis*. Portanto, nesse sentido, a obra se insere plenamente na tradição de muitos escritores que vieram antes. O que tento fazer é conferir um pouco mais da atmosfera da ficção histórica do que alguns desses livros anteriores, que tinham, suponho, um tom mais fantástico ou voltado para a fantasia. Minha abordagem do gênero envolve um pouco menos de magia e feitiçaria explícitas, com maior ênfase no combate com espadas, nas batalhas, nas intrigas políticas e nos personagens. Acima de tudo: nos personagens.

A intriga política é, sem dúvida, um componente importante da sua obra.

Sim. Com certeza. É divertido. [Risos] Embora eu comece a achar que minha imaginação empalidece diante do que está acontecendo nos Estados Unidos agora. [Risos] Meus personagens são mais diretos. Eles sacam a espada e matam seus oponentes. [Risos]

O que o levou a escrever esses livros fisicamente tão volumosos, que também ganharam uma dimensão tão grande entre os fãs?

Bem, os fãs de fantasia gostam de livros grandes. *O Senhor dos Anéis* foi, na verdade, o pioneiro. *O Senhor dos Anéis* surgiu numa época em que a maioria das editoras — especialmente de ficção científica e fantasia — queria obras com cerca de 60 mil palavras. Elas não queriam livros grandes. É exatamente por isso que a obra foi dividida em três partes: porque *O Senhor dos Anéis* é, na verdade, um único livro — Tolkien o havia concebido como um volume só —, mas acabou sendo dividido em uma trilogia para atender aos padrões da época. De certa forma, ele definiu o padrão para todos os escritores que viriam depois. Acho que havia vários aspectos importantes nessa obra. Em primeiro lugar, ela apresentava um elenco de personagens muito vasto. Em segundo lugar, criou um "mundo secundário" — termo usado pelo próprio Tolkien —, e isso, creio eu, é essencial para a fantasia épica como a conhecemos hoje: o mundo acaba se tornando um personagem. As pessoas falam em ir para a Terra Média, em vez de apenas ler *O Senhor dos Anéis*. Percebe-se o desejo delas de mergulhar em um mundo criado; por isso, é preciso construí-lo com sua história, seu contexto e seus detalhes. É necessário transmitir a sensação de que se trata de um lugar rico, variado, complexo e vivo. Como o mundo real. Isso exige uma certa extensão de texto. Não se trata apenas de desenvolver uma trama; o objetivo é pintar um quadro completo.

Há também muita história de fundo.

Muita história de fundo. Sim.

Há muita história pregressa nos seus livros que nós nunca chegamos a ver de fato?

Há mais história pregressa do que eu revelo. Claro, revelo um pouco mais em cada volume. Na minha série, em particular, grande parte da chave para o futuro reside no passado e nas revelações sucessivas sobre o que aconteceu 16 anos atrás — e sobre como aquilo que pensamos ser verdade talvez não o seja necessariamente. Nesse processo de revelação, às vezes levo a história adiante, mas também a levo para trás a cada livro sucessivo, à medida que você descobre um pouco mais do que aconteceu. Mas há mais história pregressa do que eu jamais revelarei. Tenho anotações e detalhes sobre muitos dos reis que foram apenas mencionados de passagem; e, novamente, Tolkien — que era o mestre desse formato — mostrou como fazer isso. Ele publicou todos os seus apêndices — não acho que eu vá publicar minhas anotações e apêndices —, mas, se você olhar o final de *O Senhor dos Anéis*, verá páginas e páginas de apêndices, e o nível de detalhe com que ele criou aquele mundo era incrível.

Acho que, em um livro como este, é preciso tratar a história pregressa como um iceberg: a maior parte deve ficar abaixo da superfície. Apenas o suficiente para mostrar que existe algo enorme ali.

O primeiro livro da série foi *A Guerra dos Tronos*?

Isso mesmo. Foi lançado em 1996. Comecei a escrever a série em 1991. Não escrevi de forma contínua, pois ainda trabalhava com televisão e cinema durante boa parte do tempo.

Quantos livros você planeja para esta série?

No final, serão seis. Por enquanto, há três: *A Guerra dos Tronos*, *A Fúria dos Reis* e *A Tormenta de Espadas*.

O que significam as iniciais R.R. no seu nome?

Raymond Richard.

As pessoas provavelmente sempre lhe perguntam isso.

É. Mas, geralmente, dou uma resposta engraçadinha e digo: "Meu nome do meio". [Risos]

Que tipo de trabalho você fazia na televisão?

Bem, fiz parte da equipe de roteiristas do revival de *Além da Imaginação* (*The Twilight Zone*) que a CBS produziu em meados dos anos 80. E depois trabalhei em *A Bela e a Fera* por três anos. Depois disso, dediquei-me principalmente a acordos de desenvolvimento. Eu criava meus próprios pilotos para novas séries. Escrevia roteiros para longas-metragens — alguns adaptando obras minhas, outros originais e alguns baseados em trabalhos de terceiros. No entanto, nada disso chegou a ser produzido. Foi uma das coisas que, no fim das contas, me frustrou e me fez voltar aos livros. Os livros eram, na verdade, minha primeira paixão. De certa forma, eu sentia falta de escrevê-los. Há uma liberdade neles que não se encontra em Hollywood. Você tem uma tela em branco para pintar, sem precisar se preocupar com concessões ou com brigas com diretores, emissoras ou estúdios. Mas o ponto decisivo foi que, embora eu ganhasse muito dinheiro em Hollywood escrevendo roteiros e desenvolvendo pilotos, os projetos não saíam do papel, o que acabava sendo insatisfatório. Nenhum dinheiro substitui o desejo de ver seu trabalho lido. Você quer um público, e quatro executivos numa sala de reuniões da ABC ou da Columbia não bastam.

A série já estava sendo gestada naquela época?

Sim. Bem, certamente depois de 1991, quando comecei. Sempre que eu a deixava de lado, ela continuava a me provocar. Eu me pegava pensando nela até mesmo no trajeto de ida e volta do estúdio ou antes de dormir. Às vezes, nas férias. Então, os personagens continuavam comigo. Essa foi uma das formas de eu realmente saber que aquela era uma série que eu precisava escrever: era uma história que eu precisava contar.

Então você a imaginou como uma série desde o início?

Ah, sim. Inicialmente, pensei que fosse uma trilogia, mas isso foi antes mesmo de começar a escrever.

Você já está trabalhando no quarto livro?

Estou.

Já tem nome?

*A Dance With Dragons* (A Dança dos Dragões). O quinto será *The Winds of Winter* (Os Ventos do Inverno). E o sexto ainda vai receber um nome. [Risos] Ainda não tenho esse título.

É um gênero muito competitivo. Há muita gente escrevendo sagas de fantasia histórica. E seus livros realmente se destacaram em meio a tudo isso. Você tem essa percepção também?

Tenho. Percebi a diferença de um livro para o outro. O sucesso foi crescendo gradualmente. Estou reunindo multidões nesta turnê, nas sessões de autógrafos. Enquanto isso, com o primeiro livro, eu ficava feliz se aparecessem meia dúzia de pessoas [em uma leitura]. Agora, recebo 100, 200 pessoas.

Isso ajuda a vender os livros anteriores também.

Os livros anteriores estão vendendo muito bem. E as obras antigas, da época anterior ao meu trabalho com televisão, também estão sendo relançadas. Quatro dos meus romances mais antigos estão sendo reeditados.

Quantos livros você já escreveu?

Depende. Antes desta série, escrevi quatro romances e, provavelmente, cerca de meia dúzia de coletâneas de contos. Também atuei como editor de livros. A série *Wild Cards* teve 15 volumes, além de alguns outros projetos em que fui editor, e não escritor. Então, suponho que eu tenha uns 30 ou 40 livros na minha bibliografia atualmente.

Parece mais gratificante do que o trabalho na televisão?

No fim das contas, sim. Quer dizer, cada um oferece satisfações diferentes. Quando a televisão e o cinema funcionam bem — quando você tem uma boa equipe e todos estão em sintonia —, é muito empolgante trabalhar com bons atores e um bom diretor, construindo algo e vendo isso ganhar vida diante dos seus olhos. Assistir às filmagens do dia (*dailies*). São emoções únicas. Mas essa mesma situação pode facilmente desandar, sabe? Quando o roteirista e o diretor não se entendem. Quando o ator insiste em mudar todas as suas falas. Quando a emissora faz observações que destroem parte do que você estava tentando criar... aí a experiência não é tão empolgante assim.

Com um livro, eu sou o roteirista, o diretor, todos os atores, o responsável pelos efeitos especiais e o técnico de iluminação: sou tudo isso. Então, se ficar bom ou ruim, a responsabilidade é toda minha.

Você traz algo disso com você? Alguns desses conceitos de produção cinematográfica?

Até certo ponto, sim. Quer dizer, sou um escritor muito visual. E, quando descrevo uma cena, eu a vejo na minha cabeça mais ou menos como um diretor veria um plano de filmagem. Visualizo a incidência da luz e o posicionamento dos personagens — o que em Hollywood chamam de *blocking* (marcação de cena) — e acho que trabalhar em Hollywood aprimorou meus diálogos. É algo a que se dedica muito tempo em Hollywood: lapidar os diálogos.

Hollywood demonstrou interesse na série?

Houve algum interesse no livro, sim. Não sei se isso vai dar em alguma coisa.

Você consegue resumir a saga para alguém que não conhece a sua série?

Bom, claro: de quantas horas eu disponho? [Risos] A história se passa em um mundo imaginário chamado Sete Reinos de Westeros; é um mundo de estilo medieval, mas que contém magia. Houve dragões no passado, embora, quando a história começa, o último dragão já tivesse morrido há 150 anos. Provavelmente, o que mais diferencia Westeros — os Sete Reinos — do mundo que conhecemos é o fato de as estações do ano serem irregulares. Em vez de o ano ter quatro estações que chegam em datas mais ou menos previsíveis, as estações são totalmente aleatórias e duram anos. Quando a história de *A Guerra dos Tronos* — o primeiro livro — começa, as pessoas acreditam que o verão está chegando ao fim; mas foi um verão muito longo. Dez anos de verão. Agora, porém, os dias estão ficando mais curtos, o clima está esfriando e eles acham que o verão está terminando. Naturalmente, quando as estações duram tanto tempo, isso tem consequências enormes, pois os invernos são extremamente rigorosos. Eles duram muito e podem causar devastações. Ninguém quer um inverno longo.

É nesse cenário que ocorre uma disputa dinástica pelo controle do reino: os Sete Reinos — que, na verdade, constituem um único reino, embora antigamente fossem sete. Agora, tudo é governado por um só rei. Várias das grandes casas disputam o controle desse trono.

No extremo norte, há também uma grande muralha de gelo, construída há 8.000 anos e que atravessa todo o continente. Ela é guarnecida por uma organização de irmãos juramentados chamada Patrulha da Noite; eles não têm família e juram dedicar seu serviço de cavaleiro a essa gigantesca muralha de gelo — com cerca de 200 metros de altura — para proteger o reino contra o que quer que espreite no norte. E o que quer que espreite no norte... bem, estamos prestes a descobrir.

Ah: *Os Ventos do Inverno*.

É.

De onde veio a construção desse mundo para você? Consegue identificar a origem?

Parte dela vem das minhas pesquisas históricas. Não faço transposições diretas, de um para um. Alguns leitores tentaram fazer isso: "Este personagem é Ricardo III e aquele personagem é..."

Você não detesta isso? Como se a sua própria criatividade não bastasse.

Detesto. Mas busco inspiração em coisas que leio sobre história; ainda assim, grande parte vem simplesmente da imaginação.

Mas falando da construção do mundo... Frank Herbert [autor de *Duna*], por exemplo, inspirou-se em agitação política, ecologia e coisas do tipo. Fiquei curioso sobre as estações. Isso se baseou em algo que lhe interessava ou pareceu apenas uma ideia legal?

Acho que gostei do simbolismo daquilo. O inverno e o verão, e o que eles representam. Todos nós temos invernos em nossas vidas, e isso não significa apenas as estações frias. O verão é uma época de crescimento, fartura e alegria. E o inverno é um período sombrio, em que é preciso lutar pela sobrevivência.

Quanto à história, qual é a quantidade de detalhes históricos que você pode usar sem que a obra soe excessivamente parecida com o nosso próprio mundo?

Acho que é preciso incluir uma boa dose.

Porque você quer que os leitores se identifiquem com suas criações?

É. E você quer criar uma sensação de verossimilhança. Na verdade, acho que a maioria dos romancistas de fantasia inclui poucos detalhes. Quer dizer... deixe-me ressalvar que existem muitas obras de fantasia brilhantes por aí. Muita gente fazendo um bom trabalho. Tad Williams fez uma trilogia fantástica. Robin Hobb está fazendo um trabalho maravilhoso atualmente. Claro, os livros de Robert Jordan têm milhões de fãs. E há escritores mais antigos, como Tolkien em sua época e outros. Mas, deixando isso de lado, há também muitos escritores que não são lá essas coisas e, embora seus livros tendam a ter um cenário medieval, quando você olha, parece a Disneylândia. Eles têm castelos, reis e cavaleiros.

E donzelas. Não se esqueça das donzelas!

Donzelas, sim. Mas não há aqueles cachorros nos salões dos castelos brigando embaixo da mesa. Não há a doença e a fome. Todas essas coisas também existiam. Acho que é preciso ter os dois lados. É aí que entra a pesquisa. Você precisa saber como era um torneio de verdade, como as guerras medievais eram travadas e ter alguma noção das batalhas e das armas envolvidas. Então, tentei trazer esse senso de verossimilhança crua para os meus livros, e os fãs parecem gostar; acho que estou fazendo algo certo.

Você tem uma rotina de escrita?

Eu acordo todos os dias e trabalho pela manhã. Tomo meu café e começo a trabalhar. Nos dias bons, olho para cima e já está escuro lá fora; o dia inteiro passou e eu nem vi o tempo voar. Mas também há dias ruins. Dias em que luto, suo, e meia hora se arrasta enquanto escrevo apenas três palavras. Meio dia se arrasta e escrevo uma frase e meia; aí eu paro por aquele dia e vou jogar videogame. Sabe, às vezes você devora o urso, e às vezes o urso devora você. [Risos]

O enredo dos seus livros é planejado minuciosamente? Você tem uma sala com mapas ou algo assim?

Eu mantenho mapas, mas não... não faço nada disso. Tenho uma ideia geral de para onde estou indo, mas deixo que os personagens se apresentem a mim; as reviravoltas ao longo do caminho surgem durante a escrita.

-----------

Link do SSM: Entrevista à January Magazine (01/12/2000)


r/Valiria 19h ago

Terça de Perguntas Pergunte Qualquer Coisa (Vol. 347)

3 Upvotes

r/Valiria 3h ago

Conteúdo - Humor A situação no STF está em um impasse igual "Ned Stark em Game of Thrones".

Thumbnail
0 Upvotes

r/Valiria 2d ago

Conteúdo - Humor Rhaegar se fosse lider de seita americana do século XX teria quantos seguidores?

Post image
19 Upvotes

Intankavel o reddit


r/Valiria 2d ago

Discussão - Somente livros E pensar que isso foi dito por uma filha do Robert

53 Upvotes

"— Lembro-me de um homem me atirando ao ar quando era muito pequena. Ele é alto como o céu, e me atira tão alto que eu me sinto a voar. Estamos os dois rindo, rindo tanto que quase não consigo respirar, e por fim eu rio com tanta força que me molho toda, mas isso só o faz rir ainda mais. Nunca tinha medo quando ele me atirava. Sabia que estaria sempre lá para me apanhar. — Empurrou o cabelo para trás. — E então houve um dia que não estava. Os homens vão e vêm. Mentem, morrem ou nos abandonam. Mas uma montanha não é um homem, e uma pedra é filha da montanha. Eu confio no meu pai e confio nas minhas mulas. Não cairei. — Pousou a mão num esporão irregular de rocha e pôs-se em pé. — É melhor acabar. Ainda temos um longo caminho a percorrer, e me cheira a tempestade."

- O festim dos corvos


r/Valiria 3d ago

Conteúdo - Humor Se tu rir vai pros sete infernos junto com o Gregor Clegane

Post image
221 Upvotes

r/Valiria 3d ago

Conteúdo - Humor Jorjão da massa

Post image
192 Upvotes

r/Valiria 3d ago

Discussão - Somente livros Visenya é tão usurpadora e traidora quanto Maegor

Post image
112 Upvotes

Hoje quero analisar e debater um assunto que não vejo o fandom comentar tanto: a traição de Visenya e como ela está ligada diretamente à usurpação de Maegor. O que não me surpreende, considerando que ainda tem gente que passa pano para o Maegor e acha que ele "fez o que era necessário" (spoiler: não era).

Mas vamos começar do começo.

Visenya era a filha mais velha de Aerion Targaryen. Seguindo a tradição valiriana, ela e apenas ela deveria ter se casado com Aegon. Mas ele decidiu tomar Rhaenys também como segunda esposa. Vamos ser sinceros: Aegon inventou a história das duas noivas justamente para ficar com a irmã mais nova, que era seu verdadeiro amor.

E é aí que sinto que nasce o primeiro ressentimento de Visenya.

Em O Mundo de Gelo e Fogo, é citado o rumor de que, a cada dez noites que Aegon passava com Rhaenys, ele passava apenas uma com Visenya. Isso não é um simples boato bobo de Arquimeistre; é o registro de uma humilhação pública. Estamos falando de séculos atrás, e se essa informação sobreviveu nos registros até hoje, imagine o quanto isso era fofocado e comentado na época.

Visenya era a esposa do dever; Rhaenys era a esposa do desejo. Para uma mulher orgulhosa, guerreira e montadora do maior dragão do mundo, viver à sombra da irmã caçula devia ser frustrante.

Para piorar, Rhaenys engravida primeiro e dá a Aegon o seu herdeiro, Aenys. Mais uma vez a caçula saía na frente. Enquanto isso, Visenya era abertamente acusada de ser infértil, a ponto dos meistres aconselharem Aegon a buscar uma nova esposa.

E quando ela finalmente tem Maegor, o garoto cresce demonstrando ser muito mais forte e habilidoso que o irmão. Mesmo assim, Aegon mantém Aenys (que era um garoto doente e cercado de boatos sobre ser filho de um cantor) como o herdeiro do Trono de Ferro.

Por isso, quando Rhaenys morre em Dorne alguns anos antes, eles não perdem apenas uma irmã mas a ponte que conectava os três. A relação de Aegon e Visenya que já era fria, vira gelo. Aegon passa a voar sem parar por Westeros para evitar o clima terrível em Pedra do Dragão.

Ali eles deixam de ser marido e mulher para apenas rei e soldado.

Mas o que mais me causa ranço na Visenya é o papel dela na ascensão e nas atrocidades do Maegor.

Primeiro, foi ela quem celebrou a cerimônia do segundo casamento de Maegor com Alys Harroway. E ainda fez questão de realizar um rito valiriano, mesmo sabendo perfeitamente que aquilo era errado, ilegítimo perante a Fé e traria uma instabilidade enorme para o reino.

Será que na cabeça dela Maegor estava apenas "seguindo os passos do papai"?

O resultado: Aenys, que já não tinha pulso firme, perdeu o pouco de moral que restava e se viu obrigado a exilar Maegor na tentativa de adiar o inevitável.

Logo em seguida, estoura a revolta contra o casamento dos príncipes Aegon e Rhaena.Visenya aconselha Aenys a responder com "fogo e sangue", o que não faz o menor sentido, considerando que ela mesma viu Aegon governar de outra forma, mas volto a esse ponto mais à frente.

Essas crises abalaram a imagem dos Targaryen a tal ponto que Aenys e sua família foram obrigados rumo a Pedra do Dragão. ​O rei adoece gravemente e adivinha quem assume seus cuidados exclusivos na reta final? Visenya. Sob a supervisão dela, Aenys melhora brevemente e, de repente, morre de forma abrupta. Pouco conveniente para os planos dela, não?

​Para fechar com chave de ouro: o próprio livro faz questão de destacar que, assim que Aenys falece, a primeira atitude de Visenya não é organizar os ritos fúnebres do próprio sobrinho e rei mas montar em vhagar e voar imediatamente para buscar Maegor.

Sei que tudo isso são apenas rumores, mas, levando em conta o histórico, eu não duvidaria.

Ela apoia Maegor como rei sabendo que a linhagem legítima era a de Aenys. Ela literalmente traiu a própria família e tudo o que Aegon I construiu, colocando o próprio filho e a ambição acima do certo e da estabilidade do reino.

E olhem que detalhe curioso: quando Maegor assume, Visenya monta Vhagar e ajuda o filho ativamente a esmagar as rebeliões. Por que ela não fez o mesmo por Aenys?

Não foi um caso de "ela achava que não valia a pena ajudar", mas sim de "ela escolheu não ajudar". Se Aenys sufocasse as revoltas com o apoio dela, a posição e a linhagem dele se solidificariam. Um Aenys fragilizado e sem o apoio da tia e do maior dragão do mundo era um Aenys muito mais fácil de ser substituído depois.

E ela a continuou apoiando Maegor mesmo após todas as atrocidades dele:

• Assassinou o próprio sobrinho (Aegon, o Não-Coroado), o herdeiro legítimo;

• Casou-se à força com várias mulheres, incluindo a própria sobrinha Rhaena (viúva do irmão que ele mesmo matou);

• Torturou Viserys até a morte, uma criança.

E a lista continua....

Visenya não foi apenas uma "mãe protetora" ou uma "estrategista fria". Ela foi usurpadora, cúmplice e arquiteta de uma guerra civil.


r/Valiria 1d ago

Discussão - Somente séries E se a continuação de GoT fosse sobre reconstruir Valíria?

0 Upvotes

Tava pensando no final de GoT e me veio uma ideia que, quanto mais eu penso, mais eu gosto.
E se a Daenerys realmente morresse, mas Drogon levasse o corpo dela e ela acabasse sendo ressuscitada anos depois?
Só que em vez de voltar pra Westeros e querer o Trono de Ferro de novo, ela simplesmente desistisse dessa porra toda.
Bran tá governando Westeros, Jon tá longe, os reinos estão se reconstruindo e Daenerys percebe que passou a vida inteira tentando conquistar um lugar que nunca foi realmente dela.
Então ela vai pra Valíria.
E começa a reconstruir aquilo do zero.
Ela encontra descendentes de famílias valirianas que sobreviveram à Perdição, incluindo uma linhagem ligada aos Velaryon. Entre eles, um cara que não quer ser rei nem reconstruir o antigo império, porque acha que repetir Valíria seria repetir os mesmos erros que destruíram ela.
Daenerys e esse cara começam discordando de tudo e acabam construindo juntos uma nova sociedade.
E aí vem a parte que eu mais gosto:
Drogon está vivo.
E eles encontram uma segunda dragão, uma fêmea, descendente de alguma linhagem que sobreviveu escondida.
Daenerys finalmente teria a chance de fazer aquilo que os Targaryen nunca conseguiram: construir uma Valíria nova sem repetir a antiga.
Ela se casa com o descendente dos Velaryon, eles têm um filho e começam uma nova linhagem.
E a série poderia terminar com Valíria reconstruída, dragões voando novamente e uma nova civilização surgindo das ruínas.
Enquanto Westeros continua sendo Westeros e os lordes continuam brigando por pedaços de terra. 😂
A história dos Targaryen começou em Valíria, passou por Westeros e terminou destruindo praticamente tudo.
Seria muito foda se a última história deles fosse justamente voltar às origens e construir algo completamente novo.
HBO, pode contratar.
Usei o GPT pra me ajudar a escrever o texto porém a ideia foi 100% minha…


r/Valiria 3d ago

Discussão - Séries e Livros A série adaptou o arco de Jaime em VENTOS DE INVERNO Spoiler

21 Upvotes

No fim de DANCA DOS DRAGÕES Jaime recebe um chamado de Brienne para resgatar Sansa, que está "há um dia de viagem", e continua desaparecido por um tempo considerável: no epílogo, que estima-se se passar um mês após o reencontro, Kevan assume não ter novidades, indicando que Jaime ainda não retornou ao resto das suas forcas nas Terras Fluviais.

Claro que nós, leitores, sabemos que Jaime não estava a caminho de encontrar Sansa, mas sim a mãe dela, em uma emboscada que levaria a sua captura e execução nas mãos da Irmandade Sem Bandeiras da Coração de Pedra.

O efeito imediato deste encontro pode ser resumido em algumas categorias, resumidas a baixo, com as minhas ressalvas.

I) Em algumas fanfics (como a do Preston Jacobs e o vazamento falso do 4Chan), a conclusão deste encontro se dá com Brienne executando Catelyn e libertando Jaime, supostamente para repetir o ato de regicídio de Aerys. Eu não sou fã dessa ideia, me soa como uma tentativa não muito criativa de enxugar os plots do livro e acho que faz uma representação errada do Regicídio de Aerys como algo bom inequivocamente.

II) Uma teoria mais antiga é a do Casamento Vermelho 2.0, aonde a Irmandade poderia utilizar Jaime como um agente duplo em um golpe contra os Freys. O meu problema com esta teoria é que o Jaime já foi um prisioneiro antes, e já foi liberto sob condições de um plano, e a visão da Irmandade é que ele abandonou o acordo. Eu não vejo como a Irmandade pode confiar que Jaime teria vontade ou capacidade de completar um acordo pela sua liberdade.

III) O que claro leva a conclusão lógica de que Jaime deve ser executado. Ele não possui mais valor de troca como prisioneiro, e ele não pode ser confiável para pagar nenhum preço que seja pela sua liberdade. Minha ressalva com esta noção é a mesma que todos tem: Jaime ainda tem mais desenvolvimento para trazer para a história, seja em redenção ou seja como o Valonqar de Cersei.

Ou seja, na lógica do plot, não existem motivos para Jaime não ser executado diretamente, sem qualquer discussão. Mas em um sentido narrativo, tanto Jaime quanto Coração de Pedra parecem ter mais a oferecer para a história, e não parece encaixar que um deles morra definitivamente neste primeiro encontro.

Vale ressaltar que ao cortar capítulos de DANCA para colocar em VENTOS, George refletiu quais são as "quebras" narrativas, o que funciona melhor como fim de jornada e o que funciona melhor como início de uma jornada. A implicação disso é que o encontro entre Jaime e Coração de Pedra não é um clímax, mas uma introdução para um novo arco.

Dadas todas estas reflexões, este texto não vai se aprofundar no encontro entre Coração de Pedra e Jaime. Eu vou pular completamente esta parte e assumir o que eu imagino que seja a conclusão mais lógica deste encontro:

"De alguma forma inesperada, Jaime se liberta da Irmandade sem Bandeiras, mas Coração de Pedra segue viva e ativa."

E sob esta condição, eu me pergunto: Qual seria a jornada de Jaime em VENTOS DE INVERNO?\*

^(\ PS: Dá pra pular direto para a resposta nas partes "IRMANDADES" e "FANTASMA" sem perder muita coisa.)*

EXISTEM TRÊS LEÕES

A melhor forma de analisar Jaime para mim é baseada na história indígena norte-americana (que virou meme) dos Dois Lobos, em que os animais representam sentimentos e personalidades em eterno conflito dentro de cada pessoa. Um dia, um deles vencerá e irá se sobressair sobre o outro, o que pede pela pergunta de "qual deles". A resposta seria "aquele que você alimenta", significando que você será definido pelos traços que você escolher cultivar.

Influenciado por esta história, eu proponho aqui os "três leões" de Jaime, que são explicitamente colocados em conflito no seu diálogo mais pessoal, aonde reconta o regicídio.

- Tantos votos... Obrigam-nos a jurar e voltar a jurar. (I) Defender o rei. Obedecer ao rei. Guardar seus segredos. Fazer o que ele nos pedir. Nossa vida pela dele. (II) Além de obedecer ao nosso pai. Amar a nossa irmã. (III) Proteger os inocentes. Defender os fracos. Respeitar os deuses. Obedecer às leis. É demais. Faça o que fizer, é preciso pôr de lado um voto ou outro.
FURIA DOS REIS, CATELYN VII

Aqui George deixa evidente as três personalidades de Jaime em conflito (marquei o texto acima para identificar em ordem):

I) Jaime o Guarda Real: Atrelado aos juramentos do manto branco, a versão de Jaime que talvez tenha sido a menos explorada até então. Jaime nunca soube se identificar como Guarda Real. Foi colocado lá por Cersei, que almejava casar com Rhaegar sem abdicar da presença do irmão, e Aerys, que queria ofender Tywin, tirar seu herdeiro, e manter um refém.

II) Jaime o Lannister: Talvez o Jaime "original", atrelado com o bem-estar da sua família e sua reputacão dentro dela. É o Jaime que age da forma como ele acredita que sua família quer: Apoiando Tywin em sua mentira contra Tysha, jogando o Bran da janela, emboscando Ned Stark em Porto Real, indo em guerra por Tyrion, etc. Após ser condecorado pela família e ostracizado por todo o resto, este é o Jaime que sai do Regicídio, e que vemos nos primeiros livros das CRÔNICAS DE GELO E FOGO. Mas não se engane, também é o Jaime que foi para o Regicídio: O que colocou uma armadura dourada e não branca, e o que considerou coroar outro Targaryen para ter o pai como Mão do Rei, desolando a Rebelião de Robert.

III) Jaime o Cavaleiro: O Jaime do futuro do pretérito, a versão alternativa que talvez ele teria considerado a ideal. Atrelada aos juramentos da Cavalaria, o Jaime que "queria ser Arthur Dayne", que tratava Brynden Tully como herói, que presenciou a jornada contra a Irmandade da Mata do Rei. É o Jaime que logo após ser liberto de Correrrio, afirma para si mesmo que irá sim honrar com a troca de reféns mesmo contra os desejos da sua família, nem que apenas para provar que todos estão errados em seus preconceitos contra ele.

A pergunta aqui é: Quais destes aspectos Jaime ativamente "alimenta", e quais ele deixa definhar? A resposta irá dizer o que ele fará em VENTOS DE INVERNO.

Se Jaime se vê mais como um Cavaleiro, talvez ele siga Brienne em sua missão, por tempo indeterminado. O maior indício deste Jaime é que ele está seguindo a Brienne neste momento, foi a última coisa que vimos ele fazer. Contudo, durante FESTIM DOS CORVOS, Jaime não foi o mais Cavaleiro. Tratou a reconquista de Correrrio com certo respeito literal ao seu juramento para Catelyn, mas ainda agiu como conquistador Lannister contra os Tully. Estaria então Jaime "sou filho do meu pai" abandonando sua versão idealizada para priorizar sua família?

Se Jaime está focado em realizar sua versão "Jaime o Lannister", o bem-estar de sua família, sua proximidade com ela, sua reputação dentro dela. Mas na verdade, ao receber o pedido de ajuda de sua irmã, Jaime o ignora. Ele também não parece muito preocupado com a governança da família, agora que seu pai está morto e seu irmão foragido.

Não, o papel de Jaime, como ele mesmo descreve, é:

Ele fizera sua parte ali em Correrrio, sem chegar a pegar em armas contra os Stark e os Tully. Depois de encontrar Peixe Negro, ficaria livre para regressar a Porto Real, onde devia estar. Meu lugar é com meu rei. Com meu filho. Será que Tommen gostaria de saber disso? A verdade custaria o trono ao garoto.
FESTIM DOS CORVOS, JAIME VII

Ou seja, apesar de querer se unir a sua família, Jaime tem uma prioridade acima: Encontrar o Peixe Negro. Completar a paz do reino. Isso mostra para mim que o seu lado "Lannister" está mudando de prioridade, passando de Cersei para os filhos, mas que ele ainda não é dominante. O lugar de Jaime é servindo ao Rei e ao Reino.

JAIME, O GUARDA REAL

De muitas formas, Jaime escolhe alimentar seu "leão" Guarda Real há algum tempo.

Quando Tywin lhe deu a espada que seria Cumpridora de Promessas, Jaime poderia ter abraçado seu lado Lannister, tomado controle da casa, planejado eventualmente trazer Cersei para o Rochedo e deixar seu pai em Porto Real cuidando da coroa. Ele sequer considera a possibilidade.

Por outro lado, ele também poderia ter pego a espada, a liberdade, e ido atrás de Sansa, realizando seu sonho de "Jaime o Cavaleiro", correndo atrás do resgate da donzela para defender sua honra.

No fim, o que Jaime escolhe lá, quando todo o mundo se abriu para as possibilidades, é o que ele ainda escolhe: Jaime é um Cavaleiro da Guarda Real, e seu trabalho é com o seu Rei. Este é o Jaime que toma decisões bem a beira de desonra perseguindo uma paz no reino, e é o Jaime que não quer voltar para o seu posto enquanto sua missão não estiver concluída.

E assim, Jaime assume um papel inédito. Ao ser Guarda Real de Aerys, ele era apenas uma peça, quase sem ação. Como Guarda Real de Robert, foi um cínico e traidor. Pela primeira vez Jaime está levando seu papel a sério e encarando a responsabilidade do cargo, se perguntando o que significa ser um membro da Guarda Real.

IRMANDADES

Após o encontro com a Irmandade, um "Jaime o Cavaleiro" poderia muito bem aproveitar a chance de reencontrar Brienne e segui-la em sua missão. Esta é até uma das sugestões comuns das fanfics citadas acima. Por outro lado, um "Jaime o Lannister" poderia tomar esta experiência de quase morte como um abandono da sua missão, correndo para Porto Real para se conectar com a sua família. Improvável visto que está desaparecido por tanto tempo.

E o que um "Jaime o Guarda Real" faria? Bom, volta para onde tudo começou, como um escudeiro de Arthur Dayne em caça à Irmandade da Mata do Rei. Não seria este o papel de um Guarda Real?

Ao descobrir da existência de Coração de Pedra, Jaime decidiria permanecer nas Terras Fluviais não em busca do Peixe Negro, mas sim de Catelyn. Mas como encontrar a Irmandade Sem Bandeiras? A resposta é óbvia: da mesma forma que encontraram a Irmandade da Mata do Rei. Jaime sabe que as informações que precisa quanto ao paradeiro e membros da Irmandade está entre o povo comum:

- As Tetas - disse Hoster Blackwood. Jaime se lembrou do mapa de Lorde Bracken. - Há uma vila entre essas colinas.
- Centarbor - o rapaz confirmou.
- Acamparemos ali esta noite. - Se tivessem moradores por lá, eles podiam saber alguma coisa sobre Sor Brynden ou sobre os fora da lei.
DANCA DOS DRAGOES, JAIME I

A solução do Montanha para tentar obter tais informações é uma estratégia militar agressiva. A solução Arthur Dayne para tentar obter tais informações é com recursos da coroa. Como Jaime não voltou a contactar suas forcas em Correrrio, podemos assumir que ele não adotou nenhuma dessas estratégias, o que também é lógico: o Montanha falhou miseravelmente e a estratégia de Arthur Dayne demandaria aprovação dos regentes de sua família, que não não devem estar priorizando neste momento o que acontece nas Terras Fluviais.

Uma terceira possível estratégia, inédita até o momento na série, poderia ser a solução: Uma infiltração entre o povo comum. Fazendo o papel de um soldado sem casa, Jaime poderia infiltrar uma das vilas das Terras Fluviais, na espera de que a Irmandade fizesse contato. Ele passaria um tempo ajudando a população comum a reconstruir, a colher, a se preparar para o inverno, ganhando a confiança destas pessoas que têm de tudo para nunca confiar em um "Homem do Rei".

E isto explicaria por que Jaime ainda não voltou para Correrrio. Ele está escondido em um vilarejo qualquer esperando descobrir do paradeiro da Irmandade.

O que não me é estranho. Parece que vimos isto antes. Adaptado na série.

FANTASMA

A conclusão que eu acredito se encaixar melhor para Jaime é encontrar o fantasma que ele persegue. Jaime é assombrado pela sua versão "idealizada", o Cavaleiro que nunca foi. E ele projeta esta versão idealizada em Arthur Dayne, quem ele sempre quis ser e quem o influenciaria nessa caca à Irmandade.

O que seria mais apropriado de que Jaime confronte a verdade pela qual Arthur Dayne morreu? Segundo George, veremos ainda Howland Reed na história, e isso faz com que eu me pergunte "em qual Ponto de Vista?". Não temos nenhum outro narrador pela região que tenha laços com a história da Torre da Alegria, mas Jaime seguir para Norte em perseguição a Coração de Pedra poderia solucionar este problema.

Ao tentar refletir o que Jaime acreditava ser Arthur Dayne, ele descobre a verdade sobre Arthur Dayne, o Guarda Real que morreu pelo seu Rei. E seria Jaime o único capaz de completar a missão. Abandonar o manto de Regicida (Kingslayer) e se tornar um Fazedor de Reis (Kingmaker).

O lugar dele, afinal, é com o seu Rei.


r/Valiria 2d ago

Conteúdo - Humor Vocês acham que o Alto Pardal seria um bom governante/regente? Talvez uma opção alternativa aos nobres e suas disputas mesquinhas?

Post image
2 Upvotes

r/Valiria 3d ago

Conteúdo - Arte minha OC Yvanna Bolton

Post image
23 Upvotes

r/Valiria 4d ago

Discussão - Séries e Livros Joffrey, Myrcella e Tommen Waters?

Post image
103 Upvotes

Eu estava lendo em alguns comentários do Youtube, Instagram e etc, algumas pessoas debatendo e até brigando sobre como ficaria a nomenclatura oficial dos três filhos da Cersei. Uns diziam que seria Baratheon, mesmo sendo filhos do Jaime e não do Robert e outros diziam que deveria ser Lannister, por serem frutos desse incesto entre a Cersei e o Jaime.

Porém, se tanto o Joffrey quantos seus irmãos são bastardos confirmados, eles não deveriam ser chamados de Waters? Ou seja Joffrey Waters, Mycerlla Waters e Tommen Waters?

Porquê, que eu saiba, bastardos não são somente filhos de um nobre com um plebeu, mas qualquer filho consumado fora de um casamento legítimo. Portanto, mesmo sendo filhos de dois nobres, os três loirinhos são bastardos da região das Terras da Coroa, sendo assim, deveriam ser chamados de Waters.


r/Valiria 4d ago

Conteúdo - Arte Fiz um site completo para minha mesa de [Guerra dos Tronos RPG] PARTE FINAL

Thumbnail
gallery
37 Upvotes

Tem tudo que é necessário para que meus jogadores não fiquem perdendo tempo abrindo o discord. Tentei deixar o mais próximo possível das crônicas. Coloquei ainda um calendário com linha do tempo dos principais eventos. Agora só falta encher de Lore, mas mecanicamente está completo.

Quem tiver interesse no código, estarei publicando todos os artigos no Discord oficial do Sub. Muito obrigado a todos que deram feedback com as partes anteriores.


r/Valiria 4d ago

Discussão - Somente livros Aegon IV seria tão universalmente odiado pelo fandom caso tivesse se mantido em forma?

Post image
82 Upvotes

Pergunto isso me guiando pelo caso de Aerion, um ser completamente desprezível que não se pode reinvidicar uma só boa ou ambígua ação. No entanto, tem uma cacetada de artes e fãs babando ele e passando as vezes pano. O que vocês acham? Aegon IV seria chamado de personagem cinza por uma hipotética parcela do fandom caso mantivesse a beleza jovial e forma atlética?


r/Valiria 3d ago

Discussão - Séries e Livros Joffrey conseguiria lidar com o Alto Pardal?

Post image
0 Upvotes

Título. Algumas pessoas do fandom costumam afirmar que Joffrey teria uma postura diferente da de Tommen na questão pardal em Porto Real. Sem dúvida, teria. Mas seria eficiente? quem mataria quem primeiro? seria uma vitória pirrica para coroa?


r/Valiria 4d ago

Quinta Tyrell Os Tyrell já eram "reis afogados" antes da chegada de Aegon I Targaryen

23 Upvotes

Quando descreveu a dinâmica entre Mindinho e Varys na corte, George usou uma metáfora de xadrez: disse que era como o impasse do rei afogado.

O "Rei afogado", "empate por afogamento" ou "impasse" é uma situação no xadrez onde o enxadrista tem a vez de jogar, não está em xeque, mas não tem movimentos válidos. O afogamento termina o jogo com um empate e está disposto nas leis do xadrez.

[Wikipedia, Afogamento (xadrez)]

Dito de outro modo, é a situação em que um movimento ofensivo de uma parte prejudica ambos os jogadores, e por isso ambos devem se refrear.

A situação das Casas nobres da Campina é semelhante. Todas acreditam ter melhor pretensão a Jardim de Cima do que os Tyrell, mas também parecer creer que retirar a rosa dourada do poder vai acionar a ambição automática de todas as outras Casas -- o que por sua vez causaria guerra. Então, a pretensão via sangue é subestimada em prol da legitimidade com suporte do Trono.

Entretanto, há indícios de que a manobra de Aegon não foi original. Os próprios reis Garderner já aplicavam esta fórmula à Casa Tyrell, cuja origem é Ândala. Foi o rei Gwayne V Garderner quem aceitou os Tyrell a intendente e a dobradinha deu tão certo que o cargo virou hereditário.

Gareth Tyrell e seu filho Leo cumpriram com seus deveres com tanta habilidade que os Gardener tornaram o cargo de Senhor Intendente hereditário.

TWOIAF, A Campina: Casa Tyrell

Em outras palavras, o cargo já existia. Muito possivelmente, antes dos Tyrell, havia rotatividade da Casa que o ocupava. Os Gardener provavelmente alternavam entre agradar e desagradar vassalos sempre que preferiam uma Casa para servir na Intendência. A ascenção de Garreth e Leo ao cargo encerrou isso.

Acredito ser possível que, 300 anos antes de Aegon, rei Gwayne percebeu que colocar um estrangeiro no cargo fragmentava as insatisfações e criava uma tranquilidade inédita (decorrente de um impasse do "rei afogado"). As vantagens foram tão óbvias que, em vez de permitir que seus sucessores escolhessem novos intendentes, Gwayne tornou o cargo patrimônio da Casa Tyrell.

O que acham?


r/Valiria 4d ago

Conteúdo - Humor O Renly sem barba vira o Fiuk kkkkk

Post image
35 Upvotes

Como acham que seria a conversa entre ele e o Stannis?


r/Valiria 5d ago

Conteúdo - Humor 😆

Post image
155 Upvotes